Essa dor,
esse visco,
esse falso desapego,
não vou me deixar pegar. Já basta o inexorável, meu bem,
deixemos de sofrer
e passemos a dançar.
Escrito por izadora_x às 10h21
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Rendida à pimbice.
 
(So why did I kiss him so hard
late last friday nigth
and let him keep changing all my plans?
I'm either so sick in the head I need to be bled dry to quit
or I just really use to love him, love him
I sure hope that´s it.)
*Fiona Apple. Fiona. Apple. Que nome legal; ainda bem que as paredes da minha sala são incapazes de notar que eu sou tone deaf.
Escrito por izadora_x às 21h15
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Quebranto
De uns dias pra cá, pr'ali e além,
O olho inchou
A calcinha apertou
A garganta fechou...
Uma angústia desceu
E umedeceu os olhos
Uma angústia muito antiga nasceu
Assim sem ver nem pra quê
Esqueci como faz pra ser eu,
Desaprendi
A mim mesma, e quando me vejo
Penso estar
a me mal olhar.
Fico me dizendo,
me repensando;
Minha cura não em ramos de arruda
Mas em rumos distantes –
Sabe-se lá.
Escrito por izadora_x às 22h16
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Ela precisava sorrir pra você entender.
Tão indefinível quanto este verde é
a cor do seu calção.
E o cloro da piscina.
Definir um abraço é uma inútil tentativa
Mas se ela sorrisse, você saberia.
Não parece na verdade que em vez de linguinha eu estou mandando um beijo?
Vai ver é porque eu estava mesmo.
Escrito por izadora_x às 16h06
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Aproveitando uma lufada de baixa ansiedade pra respirar fundo
E repensar
Como esse blog é feio.
Acho que vou voltar a falar sozinha,
tocar uma terceira guitarra imaginária no Sleater-Kinney.
Pra diminuir os nós dos meus ombros
e a dor nos meus dedos.
Escrito por izadora_x às 11h36
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Falava alto gritando a angústia que vinha do temor de não ser ouvida; não por ter algo a dizer, mas porque pensava reconhecer sua existência através dos ouvidos de terceiros. Aqueles que também alto, embriagados, afirmavam conhecimentos supostos, gritando que o mundo havia de se entender e que as pessoas haviam de ser mais. Ninguém se ouvia e, na esperança de não ser esquecida pelos ouvidos dos outros, ouvia apenas a própria voz.
O medo de não ser nada daquilo, e o conforto de, talvez, o ser exatamente. A dor calma do talvez. O não entender, mas compreender – é fingimento ou é desejo? O pensar que pode, e depois, pensar além. A lua se recomenda, e, porém, o louvor ao alaranjado luaceiro parece-me condicionamento poético.
O tudo isso, o que não é, esses sentimentos não se reconstroem e nem se explicam – a razão que grita, pelo medo de não ser ouvida, tentando algum espaço; acho que ela grita porque é surda.
Acho que ela grita porque, ao ressoar em sua própria cabeça, sua voz soa melhor.
Um dia eu vou te contar de novo tudo o que eu já disse.
Se eu me puder, o contarei em decibéis economicamente modulados.
Escrito por izadora_x às 13h37
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