Há metafísica o bastante em não pensar em nada.


Mudei-me, para melhor servi-los: http://suicidenoteinprogress.blogspot.com

infelizmente, este será o último post nesse endereço *meio minuto de grief*



Escrito por izadora_x às 17h03
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Duas mulheres tornaram minha passagem por este mundo obsoleta. Valeu, hem, Hanna Arendt e Virgínia Woolf.



Escrito por izadora_x às 21h04
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Tempo de menos, idéias demais.



Escrito por izadora_x às 10h22
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Essa dor,

esse visco,

esse falso desapego,

não vou me deixar pegar. Já basta o inexorável, meu bem,

deixemos de sofrer

e passemos a dançar.



Escrito por izadora_x às 10h21
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Rendida à pimbice.

(So why did I kiss him so hard

late last friday nigth

and let him keep changing all my plans?

I'm either so sick in the head I need to be bled dry to quit

or I just really use to love him, love him

I sure hope that´s it.)

*Fiona Apple. Fiona. Apple. Que nome legal; ainda bem que as paredes da minha sala são incapazes de notar que eu sou tone deaf.



Escrito por izadora_x às 21h15
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Quebranto

 

De uns dias pra cá, pr'ali e além,

O olho inchou

A calcinha apertou

A garganta fechou...

 

Uma angústia desceu

E umedeceu os olhos

Uma angústia muito antiga nasceu

Assim sem ver nem pra quê

Esqueci como faz pra ser eu,

Desaprendi

A mim mesma, e quando me vejo

Penso estar

a me mal olhar.

 

Fico me dizendo,

me repensando;

Minha cura não em ramos de arruda

Mas em rumos distantes –

Sabe-se lá.



Escrito por izadora_x às 22h16
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Reencontro é ouvir repetir o coração tudo aquilo que ele já conhecia.



Escrito por izadora_x às 18h03
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Judite e seu sonho de cavalos

She never felt so good except when she was sleeping*

 

*Belle and Sebastian



Escrito por izadora_x às 18h01
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Ela precisava sorrir pra você entender.

Tão indefinível quanto este verde é

a cor do seu calção.

E o cloro da piscina.

Definir um abraço é uma inútil tentativa

Mas se ela sorrisse, você saberia.

 

Não parece na verdade que em vez de linguinha eu estou mandando um beijo?

Vai ver é porque eu estava mesmo.

 



Escrito por izadora_x às 16h06
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São duas as artes às quais eu tenho me dedicado ultimamente:

apontar lápis e não ligar.



Escrito por izadora_x às 17h09
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Aproveitando uma lufada de baixa ansiedade pra respirar fundo

E repensar

Como esse blog é feio.

Acho que vou voltar a falar sozinha,

tocar uma terceira guitarra imaginária no Sleater-Kinney.

Pra diminuir os nós dos meus ombros

e a dor nos meus dedos.



Escrito por izadora_x às 11h36
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Se é pseudo, é pseudo por um motivo. Izadora em momento TimaiaRacional

 

*legenda:

quadro 1:hmmm

quadro 2:lei

quadro 3:am

quadro 4:três...

...Guinés!!!

da Virgínia Woolf.

 

 

 

 



Escrito por izadora_x às 17h58
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Morreu atingida pela realidade transfigurada em forma de jaca madura.

Sobrou a jaca madura e a realidade.

 

 

 



Escrito por izadora_x às 12h52
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Falava alto gritando a angústia que vinha do temor de não ser ouvida; não por ter algo a dizer, mas porque pensava reconhecer sua existência através dos ouvidos de terceiros. Aqueles que também alto, embriagados, afirmavam conhecimentos supostos, gritando que o mundo havia de se entender e que as pessoas haviam de ser mais. Ninguém se ouvia e, na esperança de não ser esquecida pelos ouvidos dos outros, ouvia apenas a própria voz.

O medo de não ser nada daquilo, e o conforto de, talvez, o ser exatamente. A dor calma do talvez. O não entender, mas compreender – é fingimento ou é desejo? O pensar que pode, e depois, pensar além. A lua se recomenda, e, porém, o louvor ao alaranjado luaceiro parece-me condicionamento poético.

O tudo isso, o que não é, esses sentimentos não se reconstroem e nem se explicam – a razão que grita, pelo medo de não ser ouvida, tentando algum espaço; acho que ela grita porque é surda.

Acho que ela grita porque, ao ressoar em sua própria cabeça, sua voz soa melhor.

Um dia eu vou te contar de novo tudo o que eu já disse.

Se eu me puder, o contarei em decibéis economicamente modulados.



Escrito por izadora_x às 13h37
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Depois de fazer tanta coisa

a falta do que fazer

provoca uma rebelião de silêncios.



Escrito por izadora_x às 13h12
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