She could have been a poet, she could have been a fool
Depois que os pés aprendem o caminho
é só deixar o corpo seguir.
Os pensamentos fúteis abafados pela música
e os carros dançando no mesmo compasso.
Os largos espaços foram feitos
para serem conquistados
pelos olhos
que ao perderem a escala de si
ganham o azul da brisa e o desprendimento do passado.
Depois que os pés desaprendem a perder-se
as pernas latejam quando paradas.
Latejam pelo desejo de correr além,
voar além das largas estradas.
Os caminhos à beira do eixo são cheios de marrom
e eu vi laranja no céu azulado
meus pensamentos não tem leste nem oeste, nem eixo
são os prédios que deixam laranja no meio-dia claro?
São meus pensamentos que correm com os carros
enquanto minhas pernas me deixam pra trás?
eles perderam o fim do verso
e eu perdi vários ônibus, presentes no caminho sem obrigação de lá estarem
As paredes da passarela
tiveram tijolos empilhados e quebrados no sentido
de escutar eu cantar
as músicas restritas ao meu ouvido.
Escrito por izadora_x às 15h52
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