Todas as noites eu embalo a mim mesma
recitando poemas que existem somente
entre estes suspiros noturnos da minha mente.
E eu me embalo pensando com esperança palatar
na doçura quente do café da manhã seguinte.
Que me importa se amanhã não tomarei café com leite?
O que importa é o gosto reconfortante que o café tem no instante
em que o consciente luta desesperadamente para não se deixar apagar.
Balançando quente e doce entre o medo e a esperança
de que não conseguirá, na manhã prochaine, retornar.
Escrito por izadora_x às 20h25
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