Quebranto
De uns dias pra cá, pr'ali e além,
O olho inchou
A calcinha apertou
A garganta fechou...
Uma angústia desceu
E umedeceu os olhos
Uma angústia muito antiga nasceu
Assim sem ver nem pra quê
Esqueci como faz pra ser eu,
Desaprendi
A mim mesma, e quando me vejo
Penso estar
a me mal olhar.
Fico me dizendo,
me repensando;
Minha cura não em ramos de arruda
Mas em rumos distantes –
Sabe-se lá.
Escrito por izadora_x às 22h16
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